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Blefaroplastia

O QUE É?

 

O termo geralmente refere-se a todas as técnicas cirúrgicas que envolvem a remoção de pele redundante e músculo da pálpebra, com ou sem remoção da gordura orbital. Pode ser classificado em:

 

1. Blefaroplastia Superior:

 

Em geral, a blefaroplastia superior da pálpebra envolve a remoção de pele redundante, juntamente com a retirada de uma porção do músculo orbicular, septo orbital e gordura preaponeurótica. No entanto, podem ser feitas variações desta técnica com base no paciente e no Cirurgião.

 

2. Blefaroplastia Inferior:

 

A blefaroplastia inferior da pálpebra inclui vários proce-dimentos cirúrgicos visando remover o excesso de pele, gordura e músculo, individualmente ou em conjunto.

 

PROCEDIMENTO CIRÚRGICO

 

A blefaroplastia visa corrigir o excesso de pele, músculo e gordura nas pálpebras, assim como melhorar a sua posição. O tratamento cirúrgico, na maioria das vezes, é feito através de cortes no sulco da pálpebra superior e na linha logo abaixo dos cílios na pálpebra inferior, com pequenas extensões laterais acompanhando rugas naturais já existentes. A pele e músculo excedentes são retirados e a gordura herniada é tratada. No final, a pele é suturada e acomoda-se à nova estrutura.

 

ANESTESIA E DURAÇÃO DA CIRURGIA

 

A cirurgia pode ser feita sob anestesia local, anestesia local com sedação ou anestesia geral. A eleição de uma ou outra técnica depende da experiência da equipa médica e da complexidade da operação. Na nossa experiência, a intervenção dura entre 40 a 60 minutos. Existem dois tipos básicos de cirurgia.

 

 

RESULTADO

 

Se está ciente do que deseja e se o Cirurgião lhe puder proporcionar aquilo que pediu, sem dúvida compensa. Entretanto, é importante levar em consideração o facto de que a cirurgia das pálpebras não proporciona o rejuvenescimento geral da face, quando executada isoladamente. Muitas pacientes esperam este resultado (rejuvenescimento) apenas com a blefaroplastia. O Cirurgião plástico apenas melhorará esse território prejudicado pelos defeitos estéticos pré-existentes. O rejuvenescimento da face implica outras condutas associadas à blefaroplastia. Os “pés de galinha”, mesmo que devidamente operados, nunca desaparecerão, ficando ainda o estigma, devido à acção do músculo orbicular e à perda da elasticidade da pele remanescente.

 

CUIDADOS NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO

 

O paciente fica com um pequeno curativo. Um penso nos pontos, o qual é retirado em quatro a seis dias. Os cuidados pós-operatórios variam segundo a magnitude dos procedimentos efectuados.
Sempre haverá um inchaço maior nos primeiros dois dias, que gradativamente irá diminuir. Em geral, sete a dez dias é o tempo suficiente para o paciente retornar às suas actividades sociais e laborais. É importante ressaltar que as alterações de cicatrização e acomodação dos tecidos em seu novo local seguem por mais algum tempo. Pelo menos três meses são necessários para se observar o resultado final do tratamento.

 

 

QUAIS OS PROBLEMAS MAIS FREQUENTES QUE PODEM APARECER NUMA BLEFAROPLASTIA?

 

Quando a cirurgia de pálpebra é executada por um Cirurgião Plástico qualificado, as complicações são raras e normalmente leves. Não obstante, há sempre uma possibilidade de complicações, que incluem infecção ou uma reacção à anestesia. Podemos reduzir os seus riscos com uma boa avaliação pré-operatória e seguindo rigorosamente as orientações do Cirurgião. Com estes cuidados, os riscos são muito reduzidos. As complicações menores que ocasionalmente ocorrem após a Blefaroplastia incluem: visão turva ou duplicada por alguns dias; edema temporário no canto das pálpebras; e uma assimetria leve. Também podem ocorrer alterações dos cílios. Edema e equimoses (manchas roxas) são transitórias. Qualquer que seja o tipo da complicação, é importante ter calma e compreensão, confiando ao Médico a res-ponsabilidade da solução do problema. Comentários com amigos ou pessoas da família, além de não ajudar, podem criar uma situação de intranquilidade e de des-crédito. O surgimento de algum dos problemas acima mencionados faz parte do chamado “risco calculado”, que se aplica a todo tipo de cirurgia. A sua ocorrência, felizmente, não é frequente e não costuma comprometer os resultados definitivamente.

 

 

Atenção: Contém imagens explícitas de uma intervenção círurgica.

 

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