OFTALMOLOGIA
1. CIRURGIA DE CATARATA
O cristalino faz parte do sistema óptico do olho humano e é responsável por um terço do seu poder refractivo.
As propriedades ópticas do olho dependem da potência do cristalino, que por sua vez é determinado pelas suas dimensões e pelo seu índice refractivo.
Catarata é a perda de transparência do cristalino que induz alterações profundas da função visual.
O único tratamento para as cataratas é cirúrgico, geralmente realizado em ambulatório com anestesia local (colírios).
A técnica mais recente para extracção da catarata é a facoemulsificação. Após a extracção do cristalino, é implantada uma lente intraocular no seu lugar, que permite a correcção de eventuais erros refractivos.
2. CIRURGIA LASER - LASIK
O termo keratomileusis tem origem em duas palavras gregas que significam “córnea” e “esculpir”. Laser in situ keratomileusis (LASIK) combina keratomileusis com ablação estromal da córnea através do laser excimer.
Através do LASIK conseguimos reduzir totalmente o erro refractivo (miopia, hipermetropia e astigmatismo) em quase todos os pacientes, melhorando a sua acuidade visual.
Esta técnica consiste basicamente em dois passos. Primeiro a criação de um lentículo (ou flap) através de um microqueratótomo ou de um Laser Femtosegundo. Segundo, através do laser excimer (após levantar o flap), remodelar a córnea de forma a corrigir o erro refractivo. O flap é depois reposicionado na sua posição original.
O LASIK tornou-se no procedimento cirúrgico refractivo mais popular actualmente realizado devido à sua segurança, eficácia, rápida recuperação visual e mínimo desconforto para o paciente.
3. IMPLANTE DE LENTE INTRAOCULAR PARA CORRECÇÃO DE MIOPIA, ASTIGMATISMO E HIPERMETROPIA
O conceito de implantar lentes intraoculares para correcção de altas miopias teve início nos anos cinquenta. Desde então a qualidade das lentes foi melhorando, novos modelos foram surgindo e novos conceitos baseados na estabilidade das lentes através da fixação à íris foram adoptados.
Actualmente estas lentes permitem a correcção não só da míopia mas também da hipermetropia e do astigmatismo. Foram desenvolvidas lentes flexíveis que reduzem significativamente o astigmatismo induzido pela cirurgia.
4. IMPLANTE DE ANÉIS INTRACORNEANOS (CERACOTONE OU QUERATOCONE)
Ceratocone (ou queratocone) é uma anomalia frequente da córnea (prevalência aproximada de 50 por 100.000 pessoas), na qual a sua área central ou paracentral sofre um adelgaçamento e aumento progressivo da curvatura de tal forma que a córnea toma o aspecto de um cone.
A forma típica de apresentação ocorre na adolescência ou no adulto jovem e progride durante os 10 a 20 anos seguintes.
Graças ao aparecimento dos anéis intracorneanos, que têm como objectivo regularizar a área afectada da córnea e impedir a evolução do ceratocone, tornou-se possível reabilitar visualmente aqueles pacientes, possibilitando novamente o uso de óculos e/ou lentes de contacto.
Quando o uso de óculos e de lentes de contacto se tornam impossíveis e, devido à evolução da doença, os anéis intracorneanos não têm indicação, o transplante de córnea torna-se o tratamento de escolha.
A melhor atitude no ceratocone é o acompanhamento regular e periódico destes pacientes para podermos adoptar a tempo medidas que visem melhorar o seu bem-estar e a recuperação visual mais rápida.
5. CIRURGIA DE PTERIGEO (COM OU SEM ENXERTO)
Pterígeo é o crescimento anormal sobre a córnea, de tecido fibrovascular contínuo com a conjuntiva, geralmente do lado nasal.
As indicações para a sua excisão incluem o desconforto do paciente, distorção da visão pelo significativo astigmatismo induzido, crescimento progressivo em direcção ao eixo visual e limitação dos movimentos oculares.
Há uma grande variedade de técnicas cirúrgicas para a sua remoção mas, quando os pterígeos têm grandes dimensões ou recidivam, a técnica mais usada é o transplante límbico/conjuntiva autólogo (i.é. tecido do próprio paciente).
Outra indicação para este tipo de transplante é a perda de células estaminais límbicas - steam cells. Estas células podem ser destruídas como resultado de queimaduras químicas, excesso de uso de lentes de contacto, múltiplas cirurgias oculares, infecções repetidas ou uso prolongado de medicação tópica.
6. IRIDOPLASTIA
7. DACRIOCISTECTOMIA (DRENAGEM DO SACO LACRIMAL)
