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NUTRIÇÃO E EMAGRECIMENTO

Emagrecer é harmonizar a composição corporal e ganhar saúde.


Nos nossos dias tem-se assistido a uma crescente consciencialização sobre a importância da alimentação na saúde e bem-estar. Os desequilíbrios nutricionais – uns por defeito, outros por excesso – constituem, cada um por si, um comprovado factor de risco para diversas doenças. Assim sendo, é essencial manter uma dieta saudável, que garanta o equilíbrio de todos os nutrientes.


A necessidade de recorrer a dietas surge não só como forma de melhorar a saúde mas também como meio de atingir a imagem corporal desejada. Nestes casos, ainda que o objectivo seja meramente estético, pode e deve ser atingido saudavelmente.


As “dietas milagrosas”, realizadas por autogestão, podem até resultar numa perda de peso rápida mas também poderá ser rápida a recuperação da massa gorda perdida, muitas vezes com tanto sacrifício. A tendência do organismo é acumular ainda mais gordura localizada assim que o indivíduo volta aos seus hábitos alimentares normais.


“Nós somos o que comemos.”


Quando o emagrecimento é bem programado a perda de peso resulta predominantemente da saudável diminuição de gordura corporal, sem perdas de fluidos orgânicos, minerais e estruturas proteicas, tais como pele, matriz óssea, músculos, órgãos nobres, etc. O peso baixa-se reequilibrando a composição corporal, isto é, mantendo a relação normal entre massa magra e massa gorda. Em consequência, não deve acontecer a perturbação psíquica, nem o cansaço físico e intelectual. Muitas funções vitais devem manter-se desde a elasticidade da pele, unhas e cabelos, força muscular, massa óssea, sistema imunitário forte e ausência de perturbações cardíacas e endócrinas.
A alimentação saudável e adaptada a cada caso, não só atenua complicações de um sem número de patologias, como pode, isoladamente ou com ajuda de inibidores do apetite adequados e do exercício físico, proporcionar uma perda de peso adequada e mantida ao longo da vida, melhorando o bem-estar e qualidade de vida do indivíduo.
Uma dieta realizada sem acompanhamento de uma equipa multidisciplinar, poderá implicar desequilíbrios nutricionais graves, com consequentes efeitos nocivos para a saúde, que podem ser irreversíveis.

 

 


 

 

PROGRAMA DE EMAGRECIMENTO CONSISTE EM 3 ETAPAS

 

Qualquer uma das 3 etapas descritas têm o mesmo grau de importância, pelo que deverá segui-Ias com todo o rigor

 

1 Iniciação


O programa inicia-se com uma consulta efectuada pelo Médico Dietista, na qual será feita uma avaliação individual completa:


• Avaliação corporal e de bioimpedãncia (peso, estatura, perímetro de cinta e anca, % segmental de massa gorda, massa magra e água, etc.)
• Avaliação de hábitos alimentares e correcção de erros nutricionais
• Avaliação do estilo de vida (actividade física, horários de trabalho, locais de refeições, etc.)


As indicações alimentares e terapêuticas serão feitas a partir dos dados recolhidos, considerando ainda a idade e o peso ideal e/ou o peso pretendido. O Tratamento é sempre personalizado.

 

2 Actuação

 

Procede-se ao controlo rigoroso das alterações corporais (peso, % gordura segmental e perímetros), bem como aos reajustes das indicações alimentares e terapêuticas prescritas inicialmente. Nesta fase do tratamento o paciente conta com a ajuda permanente da nossa equipa.

 

3 Manutenção

 

Após atingir o peso de referência inicia-se o processo de manutenção, no qual abandonará gradualmente a medicação e terá indicações alimentares ajustadas. Este passo é o mais importante e deve ser cumprido com o máximo rigor para evitar que volte a engordar.

 

 

AVALIAÇÃO CORPORAL

 

Para fazer um tratamento correcto devemos em primeiro lugar saber qual é a percentagem de gordura no corpo.

 

Existem tabelas que indicam o peso ideal cada altura (lMC), são valores estimativos, que variam segundo a constituição de cada pessoa. Com um aparelho especifico, pode-se medir a percentagem de gordura que existe no nosso organismo. Na nossa clinica, dispomos deste equipamento que nos disponibiliza valores como: peso, massa muscular, massa gorda, água total, IMC, percentagem de gorduras, etc.

 

índice de massa corporal (IMC)

Qual o seu peso ideal ou de referência?

Dá-nos um valor que relaciona o peso com a altura da pessoa. Cálcula-se dividindo o peso pela altura ao quadrado. Quanto mais alto é o IMC, mais risco tem a pessoa de ter problemas.

 

 

Siga o “semáforo” e compreenderá a escala que terá a seguir para chegar a um peso normal.
É importante que saiba que o IMC nos dá apenas o risco metabólico da gordura. Se o seu IMC está entre 18,5 e 25, a sua gordura não será uma preocupação no que respeita à sua saúde, mas, ainda assim, poderá não se sentir bem com o seu peso. Basta que o IMC esteja muito próximo do valor 25. Isso é já uma questão de bem¬estar pessoal, que também não será por nós descurada.

 

Exemplo

 

Uma pessoa com 1,65m e 69Kg, tem um IMC de: 69/(1,65)2 = 25,34Kg/m2

 

Ou seja, tem um peso ligeiramente alto para a sua estatura, a que se chama sobrecarga ponderal.

No entanto, uma pessoa com o mesmo peso, mas de menor estatura - com 1,50m, terá um IMC superior, de:
69/(1,50)2 = 30,66Kg/m2

Neste caso, embora tenha o mesmo peso, a pessoa tem um IMC correspondente a “obesidade”, ou seja, tem um excesso de peso mais preocupante. De igual forma se a pessoa medisse 1,70m o seu IMC seria de 23,87 e teria que tem um peso normal.

 

 

PROGRAMA DE EMAGRECIMENTO

 

Cuidados alimentares

 

Temos de distinguir a estratégia para perder peso e a forma de o manter. Em primeiro lugar falaremos de como perder peso. Durante o nosso tratamento poderá fazer todas as suas refeições habituais, mas deve moderar a quantidade de alimentos que ingere, bem como fazer uma ingestão diária muito pobre em hidratos de carbono (farináceos).

 

Como pequeno-almoço poderá comer:
• Um iogurte magro, 1 copo de leite magro, bebida de soja (pode misturar cevada ou café), um queijinho fresco ou requeijão magro.
• Uma peça de fruta inteira ou em sumo.

 

Ao almoço e jantar confeccione carne, peixe ou marisco e ou ovos como desejar, mas deverá servir no prato sem molhos e acompanhar preferencialmente com legumes e/ou hortaliça. Poderá comer sopa, no início da refeição ou até mesmo como “substituto” de uma das refeições principais diárias (almoço ou jantar).
• É-lhe permitido comer arroz, batatas ou pão em uma ou duas refeições semanais.

Beba 2 a 3 litros de água ou infusões (sem açúcar), ao longo do dia. Para as merendas deverá reservar 2 peças de fruta, 1 para o meio da manhã e outra para o meio da tarde.

 

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