Cirurgia das Hérnias

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CIRURGIA DAS HÉRNIAS

1. HÉRNIAS ABDOMINAIS

A hérnia é uma protusão ou saída do seu lugar habitual de um órgão ou parte do nosso corpo. No abdómen, as hérnias mais frequentes são as hérnias inguinais, epigástricas e umbilicais.

 

HÉRNIA INGUINAL

Aparecem na região da virilha também chamada região inguinal. São muito mais frequentes nos homens. Podem acontecer depois de um esforço. Podem aparecer em qualquer altura da nossa vida. Os sintomas são um “papo” ou tumoração que aumenta com o esforço. A tendência é aumentar com o passar do tempo.

 

Do ponto de vista anatómico, as hérnias inguinais podem ser diretas ou indiretas.

 

O tratamento de Cirurgia das Hérnias é sempre cirúrgico. Existem diferentes técnicas operatórias. Atualmente, colocam-se em muitos casos redes para fortalecer a parede e ocluir o defeito.

 

Em caso de não se tratar cirurgicamente a hérnia, o normal é o alargamento do defeito e com o tempo a encarceração ou estrangulamento da hérnia. Isto torna a situação urgente porque pode chegar a provocar uma perfuração intestinal.

 

Na Clínica Luso Espanhola recomendamos operar as hérnias o mais rapidamente possível para evitar complicações graves no futuro e tornar a cirurgia muito mais simples.

 

 

HÉRNIA EPIGÁSTRICA

São hérnias da linha média do abdómen, com alguma frequência acima do umbigo. O tratamento é sempre cirúrgico. Podem mascarar facilmente os sintomas e ser difíceis de diagnosticar.

 

 

HÉRNIA UMBILICAL

A hérnia umbilical é causada por um defeito no encerramento da cicatriz umbilical, que pode ser congénito ou adquirido durante a vida.

 

Nas crianças, em geral, a hérnia umbilical fecha-se até aos dois anos, mas caso persista até aos cinco anos, será necessário o tratamento cirúrgico.

 

 

COMPLICAÇÕES

1. Encarceramento: Uma parte do conteúdo abdominal mantém-se no saco herniário, fora da cavidade abdominal. Assim, as vísceras não conseguem retornar para o seu lugar correto.

2. Estrangulamento: Existe encarceramento e sofrimento do intestino ou de qualquer outra estrutura dentro do saco herniário. A compressão dos vasos sanguíneos é que provoca este sofrimento.

 

O encarceramento é uma urgência, e a cirurgia para o tratamento da hérnia deve ser realizada o mais rápido possível.

 

 

2. HÉRNIA DE HIATO GASTROESOFÁGICO / DOENÇA DE REFLUXO GASTROESOFÁGICO

Doença crónica causada pelo refluxo do conteúdo gastrointestinal para o esófago. O refluxo é muitas vezes associado a uma hérnia gastroesofágica (o estômago hérnia através do orifício do diafragma para o tórax). São mais frequentes em idosos, sexo masculino, gravidez, obesidade, Esclerodermia, Gastrinoma, Medicação, cirurgias gástricas. Os sintomas mais frequentes são azia, pirose e regurgitação. Mais raramente pode ocorrer odinofagia ou disfagia. Outros sintomas raros são a sinusite e o broncoespasmo.

 

As complicações são o cancro (Esófago de Barret/ Adenocarcinoma do Esófago), a Úlcera Esofágica, a Hemorragia e a Estenose.

 

O diagnóstico é feito realizando uma Endoscopia digestiva alta.

 

A hérnia de hiato pode ser por deslizamento, paraesofágica ou mista.

 

Aparece em mais de metade dos refluidores. A Classificação de Los Angeles para a Esofagite divide esta em 4 graus:

 

1. Esofagite Grau A: Erosão restrita à mucosa, menores de 5 cm.

2. Esofagite Grau B: Erosão restrita à mucosa, maior que 5 cm, mas não contínua entre duas pregas.

3. Esofagite Grau C: Erosões contínuas entre pregas, mas comprometendo menos de 75% da circunferência do esófago.

4. Esofagite Grau D: Erosão comprometendo mais de 75% da circunferência esofágica.

 

O tratamento é feito com medicamentos Antiácidos e agentes procinéticos como a Cisaprida e a Metoclopramida e os Inibidores da Bomba de Protões (Omeprazol, Lansoprazol e Pantoprazol). Também podem ser usados os mais antigos Bloqueadores dos receptores de Histamina-2: Ranitidina e Cimetidina.

 

O tratamento definitivo é sempre cirúrgico, mediante a realização da Cirurgia de Nissen por via laparoscópica.

 

Devido a baixa morbimortalidade do procedimento, o paciente deve participar ativamente da escolha do tratamento, especialmente se não quiser continuar com o tratamento médico.

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