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Factos vs. mitos sobre Cirurgia Plástica

O que digo às minhas pacientes em consulta

Por Dr.ª Isabel Bartosch

A cirurgia plástica continua a ser um tema rodeado de ideias erradas, muitas vezes baseadas em informação incompleta ou em expectativas pouco realistas.

Ao longo dos anos, tenho acompanhado muitas pessoas que chegam à consulta com dúvidas, receios — e também alguns mitos que acabam por influenciar a sua decisão.

Hoje, partilho consigo alguns dos mais comuns, exatamente como costumo explicar em consulta.


“A cirurgia plástica é só uma questão de aparência”.

Na maioria dos casos, a motivação inicial está ligada à imagem — e isso é legítimo.

Mas, na prática, o impacto vai muito além disso. Vejo frequentemente melhorias significativas na autoestima, na forma como a pessoa se posiciona no dia a dia e até na sua vida social e profissional.

Existem também situações com benefício funcional claro, como a redução mamária ou a correção nasal.
Por isso, mais do que estética, falamos de bem-estar global.


“Vou ficar com cicatrizes muito visíveis”

Esta é uma preocupação muito comum — e compreensível.

A verdade é que qualquer cirurgia deixa cicatriz. No entanto, hoje conseguimos que sejam cada vez mais discretas, quer pela técnica utilizada, quer pela forma como são posicionadas.

Em consulta, explico sempre que o resultado final depende também do próprio organismo e dos cuidados no pós-operatório.
Com o acompanhamento certo, a evolução tende a ser muito positiva.


“A lipoaspiração serve para emagrecer”

Este é um dos mitos mais frequentes.

A lipoaspiração não é um método de perda de peso. É um procedimento que permite melhorar o contorno corporal, eliminando gordura localizada que muitas vezes não responde a dieta ou exercício.

Para manter os resultados, é essencial haver um estilo de vida equilibrado.
Costumo dizer às minhas pacientes: a cirurgia ajuda — mas não substitui hábitos saudáveis.


“Os implantes mamários não são seguros”

A evolução nesta área tem sido enorme.

Atualmente, trabalhamos com implantes altamente testados e seguros. Naturalmente, como em qualquer procedimento médico, é fundamental uma avaliação cuidada e uma decisão informada.

O mais importante é adaptar cada caso à pessoa — ao seu corpo, expectativas e estilo de vida.


“Os riscos são demasiado elevados”

Qualquer cirurgia envolve riscos — isso faz parte da prática médica.

Mas esses riscos são reduzidos ao mínimo quando todo o processo é feito com rigor: desde a avaliação inicial, à escolha da técnica, até ao acompanhamento pós-operatório.

A confiança entre médico e paciente é essencial.
É isso que permite tomar decisões conscientes e seguras.


“A cirurgia plástica é só para mulheres”

Cada vez mais homens procuram este tipo de procedimentos.

A preocupação com a imagem e o bem-estar não é exclusiva de um género.
Na prática clínica, vemos uma procura crescente por resultados naturais, discretos e ajustados às características masculinas.


Uma nota final

Mais do que transformar, a cirurgia plástica deve respeitar a identidade de cada pessoa.

O meu objetivo, enquanto médica, não é mudar quem me procura — mas sim ajudar a alcançar uma versão mais equilibrada, confiante e alinhada consigo própria.

Informação clara, expectativas realistas e acompanhamento próximo fazem toda a diferença no resultado final.

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Dr.ª Isabel Bartosch

Cirurgia Plástica

Clínica Luso Espanhola

OM 44766

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